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Eletrônicos: aliados ou vilões?

Na atualidade, criar uma criança não é uma tarefa fácil, ainda mais com tantas informações a serem equilibradas.

Umas das principais dificuldades dos pais, é no tempo de exposição do filho a algum tipo de eletrônico, seja o computador, o vídeo game, a televisão, o tablet e os celulares.

Em quantos momentos nos pegamos em jantares, festas e até mesmo dentro de casa e todas as pessoas da família, apesar de estarem no mesmo lugar e fisicamente tão próximos, estão distantes, como em “bolhas” devido ao uso de eletrônicos como os celulares.

O vilão

Algumas vezes em nosso dia a dia de consultório, já chegamos a ouvir de algumas crianças na hora de brincar: “E o tablet? Onde você guarda?”, “Vídeo game, você não tem?” ou “Mas que chato, tia, não tem nada pra fazer aqui” e temos um armário cheio de opções de jogos e brinquedos para todas as idades. E isso vem desde a recepção, onde os pais alegam que se não derem o celular ou o tablet ao filho ele não irá ficar quieto e muitas vezes há até crises de birra na hora de deixar o aparelho para entrar na sala.

É comum vermos crianças com menos de 2 anos já expostas a esse tipo de tecnologia, mas o ideal mesmo é evitar o máximo que se conseguir, porque apesar de se ter estímulos, cores, músicas e movimentos, estamos apresentando a esse bebê um mundo achatado, com estímulos empobrecidos e não suficientes. E é no concreto, ou seja, no mundo real que a criança cria as raízes necessárias para aprender e recebe os estímulos adequados para que ocorram as conexões cerebrais e sinapses necessárias nessa faixa etária importantíssima para o desenvolvimento, como visão 360 graus, tato, cheiro, sabor, audição ligada ao movimento, etc.

Por exemplo, uma criança frente a um urso na televisão tem duas experiências: visual e auditiva, apenas, essa mesma criança frente a um urso de pelúcia, tenta alcançá-lo, o deixa cair, sente sua textura, o abraça, coloca na boca, se é uma criança mais velha, pode interagir com outros brinquedos e brincar de faz de conta. No mundo concreto há muito mais possibilidades e estímulos.

O mundo promove criatividade e construção, mas exige empenho e esforço mental, em eletrônicos, tablets e celulares isso vêm pronto, sem fazer a criança pensar.

Crianças muito expostas a estas tecnologias são ansiosas, não conseguem planejar e aguardar o futuro e estão em constante adrenalina, pois diferente de um filme, a rede não tem fim. Em sites de vídeos, por exemplo, crianças emendam perfis e muitas vezes nem os veem até o final e pulam de um para o outro, com isso, passam horas, dias, finais de semana e até mesmo todas as férias sem nada ser acrescentado com qualidade.

O aliado

Proibir o uso dos eletrônicos não é um caminho que acreditamos ser viável, afinal eles estão aí para nos trazerem facilidades e auxílio no dia a dia. Podemos usar para reencontrar pessoas, matar as saudades de quem está longe e até para fazer uma pesquisa para a escola.

Torne os eletrônicos auxiliares e não protagonistas da brincadeira. Jogos educativos são ótimos para desenvolver raciocínios e até ajudar nas dificuldades escolares, mas para serem jogados em pares ou em grupos. Ouvir músicas, se gravar cantando, ou até mesmo assistir a um vídeo que ensine uma brincadeira para ser feita na vida real.

Dependendo da idade, ele pode até ser usado de forma individual por cerca de 1 hora por dia, mas ele não pode ser o único momento de lazer, afinal a criança necessita aprender a usar sua criatividade para ocupar seu tempo e isso será primordial para seu desenvolvimento e acredite para sua vida adulta, pois ao contrário do que muitos pensam, brincar não é perder tempo e sim algo que nos ajuda a adquirir habilidades fundamentais para a vida adulta.

O caminho é trazer a criança ao mundo real e concreto, onde ela descubra o brincar e possa até se enxergar brincando, mas para que isso aconteça, o adulto precisa primeiro deixar a internet de lado.

Como anda sua disponibilidade para “trocar” com seu filho?

Agora neste momento, por sermos um blog virtual, você está conectado de alguma forma. Pare 1 minuto e analise se os outros membros da sua família também estão conectados em algum tipo de eletrônico e pense que para que a família se integre você também precisa deixar seu eletrônico de lado. Isso é muito comum: adultos que cobram atitudes das crianças, que eles não têm.

É importante que quando você exigir que seu filho deixe de lado o eletrônico em questão, que você ofereça algum tipo de atividade integrada e de qualidade. Não adianta a criança deixar o celular e você querer que ele assista ao mesmo programa de televisão que você está assistindo.

Propor jogos de tabuleiro, de cartas, apropriadas a idade, atividades ligadas à arte (como cantar, dançar, pintar), brincadeiras ao ar livre (pipas, bicicletas, piscinas, esportes em geral) e até mesmo brincadeiras de faz de conta, são ótimas saídas que trazem qualidade e integração aos momentos em família e com os amigos.

Fica claro que quando a disponibilidade de integração surge do adulto, a disponibilidade da criança tende a aumentar, mas o que acontece na maioria das vezes são pais que se queixam, mas não estão dispondo de momentos de qualidade com conversas, olhos nos olhos e de brincadeiras com seus filhos. O que chega a tornar a situação confusa e até injusta, já que exigem que ele saia do eletrônico, mas não há contato fora dele.

E nas férias? Como controlar o uso?

A preocupação com o uso do eletrônico é quase unânime. Certo dia, ao descer no hall do prédio, uma de nós viu um grupo de garotas por volta dos 10 anos de idade sentadas juntas, cada uma no seu celular e pensou: o que estas crianças estão fazendo das suas férias?

Seu filho deve ter uma infinidade de brinquedos em casa e alguns muitas vezes esquecidos em armários e se o seu filho tem, muitas outras crianças também têm.

Nossa sugestão é que os pais se organizem e se mantenham motivados com esse propósito de trazer qualidade às férias, já que muitos trabalham fora de casa, façam uma lista com todos os jogos e brincadeiras possíveis para aquela faixa etária e montem a “caixa das brincadeiras”; nela as crianças e os jovens podem sortear jogos ou brincadeiras como sugestão para aquele momento, também permita que seu filho leve brinquedos para dividir com os amigos, além de permitir a ele receber e ir à casa de outras crianças.

Assim como nos dias de aula, a criança tem horário para ficar frente aos eletrônicos, nas férias é importante que essa regra se mantenha, mas pode ser um pouco mais flexível, permitindo talvez alguns minutos a mais do que ele está habituado.

Mas lembre-se de que precisa haver qualidade, alegria e interação fora dos eletrônicos.

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