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Meu filho está apenas triste ou pode ser depressão?

Situações difíceis de lidar, problemas, frustrações, lutos. Qualquer um de nós está sujeito a passar por qualquer um desses casos. Ninguém está livre de perder alguém querido, ou de passar por uma situação de tristeza profunda, e a infância, por mais alegre e colorida que pareça ser, não está imune, apenas por se tratar de crianças.

Podemos observar que crianças a partir dos 3 anos já podem apresentar alterações de humor. Muitas crianças podem apresentar choro excessivo, crises de mau humor, não querer praticar atividades de sua rotina e muitas vezes tem comportamento queixoso.

Os primeiros estudos relacionados a depressão infantil, descreviam o chamado hospitalismo, que era caracterizado por crianças de abrigos, onde era nítido a falta de cuidado, falta de vontade de brincar, sem reação aos estímulos do meio, falta de apetite; tendendo a ficar mais quieto, calado e buscar o isolamento.

A criança percebe-se diferente, sem vontade de executar coisas comuns ao dia a dia dela, mas não sabe dizer o porquê, não encontra uma justificativa as perguntas que lhe fazem, sem conseguir dar nomes. E muitas vezes tentando buscar essa resposta, pode apresentar dores no corpo (barriga, cabeça, musculares, etc). O ideal é sempre comparar uma mudança de comportamento persistente por mais de 2 semanas.

É importante estar atento, pois em muitos casos, o que costuma aparecer antes dos sintomas depressivos, é a ansiedade, ou seja, uma manifestação de um incomodo, uma angústia, que não tem fim.

A morte na infância

Situações de morte podem afetar diretamente o humor da criança, pois o conceito de morte vai se modificando e tornando-se mais claro conforme ela vai crescendo e se desenvolvendo, entende-se que a morte é algo irreversível.

Em alguns casos, a criança pode ficar deprimida vendo responsáveis por seus cuidados ficando depressivos em relação a morte de alguém muito próximo, por exemplo. A criança pode chegar a fazer associações ao fato de que: “ quando esta pessoa vivia aqui conosco as coisas não eram assim” e até mesmo por uma pessoa que deveria ser provedora de cuidados, ter se tornado alguém que não o ampara mais, podem acontecer pensamentos como: “ esse lugar não esta bom para mim” e assim caminhando para a adolescência, pode fazer associações de que o futuro que lhe espera é sombrio, associando a sentimentos de desesperança. Por isso cuidados em relação a saúde psíquica da criança e de quem a cerca, são fundamentais.

Quais os fatores de risco para depressão na infância?

De uma forma geral a criança tende a deprimir diante de acontecimentos ruins, como perdas, violências, bullying ou quando sente que não tem suporte para lidar com uma situação dolorosa, além de fatores genéticos que são de extrema relevância e muitas vezes essa criança que já tem uma predisposição genética a transtornos de humor, convive com alguém muito próximo, que já apresenta comportamentos complicados, oferecendo além da genética fatores ambientais que favorecem o quadro.

Percebemos que crianças que passaram por uma sucessão de fatos estressantes, onde não teve tempo de se recuperar de um e seguidamente passa por outro, geralmente são depressivas.

Outro fator que notamos, é a cobrança extrema de que a criança seja boa ou a melhor em atividades; a expectativa dos pais em relação ao desempenho do filho, ou até mesmo para que ela não se frustre em nada só tende a complicar o desenvolvimento infantil.

Vemos com frequência pais que cercam seus filhos de mimos exagerados, que são permissivos, sem dar limites e parâmetros de comportamentos aceitos em uma sociedade, mas que em contrapartida são ausentes, ou que querem muito se encaixar na “ modernidade”, com discursos de falta de tempo e com presentes caros; esse perfil de criança tende a dar todos os sinais e demonstrações de carência afetiva ou maneiras de dizer “ olhem para mim”, como notas baixas, auto flagelação, blusas de frio em dia extremante quentes, problemas com alimentação, falta de hábitos de higiene e isolamento.

Qual o papel da escola nesses casos?

O ideal é que o professor notando mudança de comportamento, falta de interesse nas atividades escolares, isolamento, agressividade, entre outros comportamentos que chamem a atenção, convide os pais a uma reunião particular com orientação pedagógica para alertá-los a procurar um psicólogo.

Como posso ajudar meu filho?

Pare e olhe nos olhos do seu filho, perceba a mudança de comportamento e tente conversar, promova encontros agradáveis, de afeto e segurança entre a família, sentem juntos para as refeições, falem sobre o dia de vocês e nunca menospreze o que o seu filho diz que sente.

A criança sozinha não consegue dar conta do recado, e muitas vezes resiste na busca de ajuda ou até mesmo não consegue confiar em ninguém, dependendo do seu histórico de vida.

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